sexta-feira, julho 23, 2010

Soneto a São Sebastião


A uma árvore sofres recostado,
Expias em chagas as dores,
O corpo nu, já tanto flechado,
Suporta a cabeça e os louvores

Sebastião, os anjos protectores
Te levaram aos céus ao lado
De Deus, lá onde as árvores
Dão sombra e não o pecado

Da morte como a que assistiu
Ao teu instante derradeiro
E de onde estás, peço protecção

E luz contra a maldade vil
Que alveja como um flecheiro
Querendo meter-se no coração.

Francisco Libânio

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